Moçambique: Informação sobre o País

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Visão Geral

Map 1: Mozambique in Southeast Africa (maps.google.com)
A República de Moçambique está localizada na costa sudeste do continente africano, na região da África Austral, e possui uma superfície territorial de 799.380 quilómetros quadrados [1]. Faz fronteira com a Tanzânia, Malawi, Zâmbia, Zimbabwe, África do Sul e Reino de Eswatini, sendo banhada a leste pelo Oceano Índico, através do Canal de Moçambique, que a separa da ilha de Madagáscar. Administrativamente, o país está dividido em dez províncias e a Cidade de Maputo, que possui estatuto de província [1].

Moçambique é classificado pelo Banco Mundial como um país de baixo rendimento [2]. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) foi de aproximadamente USD 22,34 mil milhões, com um PIB per capita de USD 626,9 e uma contracção económica de aproximadamente 0,5% [3]. Para 2026, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projectava um crescimento real do PIB de 0,5%, um PIB nominal de USD 23,28 mil milhões e um PIB per capita de USD 672,6 [4].

A língua oficial é o português, utilizado na administração pública, no ensino e na comunicação institucional. Contudo, Moçambique apresenta uma significativa diversidade linguística, sendo também amplamente utilizadas várias línguas nacionais de origem bantu. De acordo com o IV Recenseamento Geral da População e Habitação de 2017, o Emakhuwa é a língua materna mais falada no país, representando 26,1% da população com cinco ou mais anos de idade. Seguem-se o português (16,6%), Xichangana (8,6%), Cinyanja (8,1%), Cisena (7,1%), Elomwe (7,1%), Echuwabo (4,7%), Cindau (3,6%) e Xitswa (3,6%) [5]. Importa salientar que os 16,6% correspondem à população que declarou o português como língua materna, não representando o total de pessoas que falam esta língua.
Map 2: Provinces of Mozambique

Demografia

Moçambique possui uma população estimada em aproximadamente 34,1 milhões de habitantes em 2025, segundo as estimativas das Nações Unidas. As mulheres representam ligeiramente mais de metade da população nacional. O país apresenta uma estrutura demográfica predominantemente jovem, caracterizada por uma elevada proporção de crianças e adolescentes, embora a percentagem exacta da população entre os 0 e os 14 anos deva ser referenciada ao respectivo ano estatístico [5].

A população moçambicana encontra-se distribuída entre áreas urbanas e rurais, sendo que uma parcela significativa continua a residir em zonas rurais, onde predominam actividades agrícolas e outras actividades económicas de subsistência. Segundo os dados do Banco Mundial, a pobreza é mais acentuada nas áreas rurais, afectando 70,9% da população rural, em comparação com 47,6% da população urbana, com base nos dados de 2022 [6].

A Cidade de Maputo constitui o principal centro político, administrativo e económico do país. Outras importantes cidades incluem Matola, principal centro industrial e económico da Província de Maputo; Nampula, um importante centro comercial e administrativo da região norte; e Beira, capital da Província de Sofala e um dos principais centros portuários e logísticos do país [7].

No que diz respeito ao desenvolvimento humano, Moçambique continua a integrar a categoria de países com baixo desenvolvimento humano. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2025, que apresenta dados referentes a 2023, o país ocupava a 182.ª posição entre 193 países e territórios, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,493 [8].

A pobreza multidimensional permanece um dos principais desafios do desenvolvimento nacional. Segundo o Índice Global de Pobreza Multidimensional de 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Oxford Poverty and Human Development Initiative, com base em dados do Inquérito sobre Orçamento Familiar de 2022/2023, aproximadamente 60,7% da população moçambicana (cerca de 19,8 milhões de pessoas) vivia em situação de pobreza multidimensional. Adicionalmente, 16,9% da população encontrava-se vulnerável à pobreza multidimensional, enquanto 38,8% vivia em situação de pobreza multidimensional severa [9].

No domínio da pobreza monetária, os dados do Banco Mundial indicam que 81,4% da população vivia abaixo da linha internacional de pobreza de USD 3,00 por dia, calculada com base na paridade do poder de compra de 2021, segundo dados de 2022 [10].

Relativamente ao mercado de trabalho, a estimativa da taxa de desemprego de Moçambique foi de 6,6% em 2025, segundo o indicador modelado da Organização Internacional do Trabalho, disponibilizado pelo Banco Mundial [11].

Quanto à dívida pública, o Fundo Monetário Internacional estimou que a dívida do sector público representava aproximadamente 91,4% do PIB em 2025, reflectindo a persistência de desafios relacionados com a sustentabilidade das finanças públicas [12].

Topografia

A linha costeira de Moçambique tem 25000 km de comprimento. Mais de metade do território moçambicano é constituído por planalto de pastagens baixas com uma média de 230 m acima do nível do mar. Há elevações significativas espalhadas por todo o país. Os pontos mais altos em Moçambique são o Monte Binga (2436 m) na província de Manica, o Monte Namuli (2419 m) na Zambézia, o Monte Domue (2095 m) em Tete e Gorongosa (1862 m) em Sofala [1]. Em geral, o leste de Moçambique tem extensas terras baixas enquanto o oeste é mais montanhoso [2].  

Há vários rios importantes em Moçambique que fornecem diferentes regiões de água doce para a agricultura e são uma fonte valiosa para as centrais hidroeléctricas. O rio Zambeze é o mais longo dos 25 rios de Moçambique e o quarto mais longo em África. Flui da Zâmbia para Angola e toca as fronteiras da Namíbia, Botswana e Zimbabué antes de atravessar o meio de Moçambique e esvaziar-se para o Oceano Índico [1]. O rio Zambeze alimenta a central hidroeléctrica de Cahora Bassa, na província de Tete.  

Outros grandes rios como, o Limpopo de 1087 milhas, que corre da África do Sul e o Rovuma e que Moçambique partilha com a Tanzânia, têm taxas de fluxo lentas. Estes rios não são adequados para energia hidroeléctrica, portanto, são principalmente utilizados para irrigação.

Situação Política

Desde a sua independência de Portugal, em 25 de Junho de 1975, Moçambique tem atravessado importantes transformações políticas e institucionais. O país adoptou inicialmente um sistema político de partido único, liderado pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), movimento que conduziu a luta de libertação nacional contra o domínio colonial português.

Em 1977, durante o seu III Congresso, a FRELIMO assumiu formalmente uma orientação marxista-leninista, consolidando o modelo de partido único. Este contexto, associado a tensões políticas internas e regionais e ao apoio externo recebido pelas partes envolvidas, contribuiu para o início da guerra civil entre o Governo da FRELIMO e a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), que se prolongou de 1977 a 1992.

Uma mudança fundamental ocorreu em 1990, com a aprovação de uma nova Constituição, que introduziu o multipartidarismo, o reconhecimento de direitos e liberdades fundamentais e os princípios de um Estado de direito democrático. O conflito armado terminou com a assinatura do Acordo Geral de Paz, em Roma, a 4 de Outubro de 1992, entre o Governo e a RENAMO.

A Constituição de 2004, posteriormente alterada em diferentes ocasiões, consolidou o quadro constitucional e institucional do país. Estabeleceu a separação e interdependência dos poderes Executivo, Legislativo e Judicial. O Presidente da República é o Chefe do Estado e do Governo, a Assembleia da República exerce o poder legislativo e os tribunais asseguram a administração da justiça.

O sistema político prevê eleições presidenciais e legislativas de cinco em cinco anos, bem como eleições autárquicas e outros processos eleitorais previstos na legislação nacional.

Apesar da introdução do multipartidarismo, a FRELIMO manteve-se no poder desde as primeiras eleições gerais multipartidárias, realizadas em 1994.

2. Eleições gerais e desenvolvimentos políticos recentes

As eleições gerais de 9 de Outubro de 2024 representaram um momento particularmente importante na história política recente de Moçambique. O processo eleitoral incluiu eleições presidenciais, legislativas e para as assembleias provinciais.

Os principais candidatos presidenciais foram Daniel Francisco Chapo, pela FRELIMO; Venâncio Mondlane, apoiado pelo partido PODEMOS; Ossufo Momade, pela RENAMO; e Lutero Simango, pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

O Conselho Constitucional proclamou Daniel Chapo como vencedor das eleições presidenciais, com aproximadamente 65,17% dos votos, enquanto Venâncio Mondlane obteve cerca de 24,19%. A RENAMO e o MDM registaram resultados significativamente inferiores.

Contudo, o processo eleitoral foi marcado por denúncias de irregularidades, contestação dos resultados por parte da oposição e preocupações manifestadas por observadores nacionais e internacionais. Após o anúncio dos resultados, Moçambique atravessou um período de manifestações e agitação social, acompanhado por confrontos entre manifestantes e forças de segurança, detenções e relatos de vítimas mortais.

A 15 de Janeiro de 2025, Daniel Chapo tomou posse como o quinto Presidente da República de Moçambique, sucedendo a Filipe Jacinto Nyusi, que ocupou o cargo durante dois mandatos consecutivos, entre 2015 e 2025.

Os acontecimentos pós-eleitorais evidenciaram desafios persistentes relacionados com a confiança nas instituições democráticas, a transparência dos processos eleitorais, a participação política, a inclusão social e a estabilidade institucional.

A governação enfrenta, assim, o desafio de promover o diálogo nacional, reforçar a confiança pública nas instituições, estimular a participação dos diferentes actores políticos e criar condições para um desenvolvimento económico e social mais inclusivo.

Actividades Económicas

A principal actividade económica de Moçambique é a agricultura, empregando cerca de 70% da população activa total e representando 26% do PIB (2021)[3]. Existe uma grande variedade de culturas e produtos agrícolas em Moçambique, que segundo a FAO é o 18º maior produtor mundial de mandioca (2019) [4]. Os produtos mais cultivados incluem sementes oleaginosas, milho, feijão, arroz e açúcar. 9% do total da população activa trabalha no sector industrial [3]. As exportações minerais importantes incluem alumínio, carvão, minério de ferro, ouro, bauxite, grafite, mármore e tantalite [4].  

Taxa de emprego de Moçambique por sector em 2021 [3]

Sector Percentagem total do PIB Percentagem total de emprego
Agricultura 26% 70%
Indústria 22.9% 9%
Serviço / sector terciário 39.9% 21%

As 10 maiores exportações de Moçambique em 2020 [5]

Categoria Valor mais alto em dólares (USD) Quota das exportações globais
Combustíveis minerais incluindo petróleo 1.3 bilhões 36.4%  
Alumínio 1.1 bilhões 30.6%
Minérios, escória, cinzas 238 milhões 6.9%
Tabaco 162.3 milhões 4.7%
Frutas, nozes 126 milhões 3.6%
Sementes oleaginosas 86.4 milhões 2.5%
Vegetais 59.1 milhões 1.7%
Peixe 48.6 milhões 1.4%
Sal, enxofre, pedra, cimento 47 milhões 1.4%
Açúcar, confeitaria 44.3 milhões 1.3%

Para além dos bens de exportação acima mencionados, a electricidade é uma das exportações mais valiosas de Moçambique. Cahora Bassa é uma das maiores barragens do mundo. 65% da electricidade produzida pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) é exportada para a África do Sul. Os restantes 35% estão divididos entre a energia eléctrica das regiões do norte de Moçambique e a exportação para o Zimbabwe [6].  

Um recurso natural importante encontrado em Moçambique é o gás natural liquefeito (GNL). Empresas energéticas estrangeiras como a Anadarko e ENI, descobriram depósitos significativos de gás natural na Bacia do Rovuma, na costa de Cabo Delgado, em 2015 [7]. Considerando a grande dimensão das reservas de gás, Moçambique tem o potencial de ser um dos maiores mercados de GNL na região subsaariana [4]. Existem já três grandes projectos de GNL com investimentos na indústria de GNL de Moçambique [8]. No entanto, devido aos conflitos internos em Cabo Delgado, a Total (um dos investidores) congelou os seus investimentos indefinidamente em Abril de 2021 [9].

Nome do Projecto Investidores envolvidos Investimento (USD)
Mozambique LNG Project Total

Anadarko (antigo investidor mas adquirido pela Total em 2019 [10])

20 bilhões
Coral FLNG Project ENI

Exxon Mobil

4.7 bilhões
Rovuma LNG Project Exxon Mobil

ENI

China National Petroleum Corporation (CNPC)

30 bilhões

As principais importações de Moçambique em 2018 foram óleos de petróleo, alumínio em bruto, arroz, fluoretos, veículos automóveis, cereais, produtos farmacêuticos, energia eléctrica e óleo de palma. Os principais parceiros comerciais para importação e exportação são a África do Sul, China, Emiratos Árabes Unidos, Holanda, Índia, Singapura e Hong Kong [11].

Perfil Climático

Moçambique tem um clima subtropical acompanhado de temperaturas elevadas no interior do território e ainda mais elevadas nas regiões costeiras. Há duas variações sazonais com clima fresco e seco de Abril a Setembro e clima quente e húmido de Outubro a Março. Em termos de precipitação, a região norte recebe em média 1.000 mm/ano, enquanto a região sul recebe 500 mm/ano. As linhas costeiras e alguma topografia superior recebem a maior precipitação entre 800-1200 mm/ano e alguma região semi-árida do sul recebe menos de 300 mm/ano (ver Mapa 3) [2].  Em média, há 2750 horas de luz solar por ano e 7:33 horas de luz solar por dia [12], um perfil de irradiação médio de cerca de 2000 KWh/m2/ano, e um potencial de aproveitamento solar de cerca de 2,7 GW [13].
Map 3: Rainfall Pattern of Mozambique
A localização geográfica de Moçambique com a sua longa linha costeira e uma extensa planície abaixo do nível do mar torna-o altamente vulnerável às alterações climáticas. Além disso, Moçambique partilha [4] grandes rios com países vizinhos tornando-o vulnerável às ameaças geopolíticas decorrentes das alterações climáticas. A redução do padrão de precipitação devido às alterações climáticas poderia traduzir-se numa redução do fluxo fluvial, levando a um potencial conflito de recursos hídricos entre países vizinhos [14].

A localização geográfica de Moçambique, com a sua longa linha costeira e uma extensa planície abaixo do nível do mar, torna-o altamente vulnerável às alterações climáticas. Além disso, Moçambique partilha [4] grandes rios com países vizinhos, tornando-o vulnerável às ameaças geopolíticas decorrentes das alterações climáticas. A redução do padrão de precipitação devido às alterações climáticas poderia traduzir-se numa redução do fluxo fluvial, levando a um potencial conflito de recursos hídricos entre países vizinhos.

Moçambique é também propenso a desastres naturais tais como cheias, ciclones e tempestades intensas. As inundações resultantes de tempestades severas e ciclones, têm causado a destruição de culturas e infra-estruturas em várias ocasiões [15]. A dependência da agricultura, pesca e actividades agrícolas de mais de metade da população traduz-se num risco acrescido para a economia local no caso de uma catástrofe natural [16]. Em 2019, Moçambique enfrentou duas das suas catástrofes naturais mais destrutivas. O ciclone Idai e o ciclone Kenneth devastaram grandes áreas de Moçambique, Malawi, Tanzânia e Zimbabué que ainda se encontram em recuperação [17]. A região central de Moçambique sofre também de secas devido a padrões pluviométricos imprevisíveis que afectam a produtividade agrícola e o acesso a água doce [18].

Mais Informações

Referências

  1. ↑ 1.0 1.1 Britannica, ‘Mozambique | Culture, History, & People’, Encyclopedia Britannica, 2021, https://www.britannica.com/place/Mozambique.
  2. ↑ 2.0 2.1 Netherlands - Ministry of Foreign Affairs, ‘Climate Change Profile - Mozambique’, 2019, https://www.government.nl/binaries/government/documents/publications/2019/02/05/climate-change-profiles/Mozambique.pdf
  3. ↑ 3.0 3.1 3.2 World Bank, ‘Employment in Industry (% of Total Employment) (Modeled ILO Estimate) - Mozambique’, 2021, https://data.worldbank.org/indicator/SL.IND.EMPL.ZS?locations=MZ
  4. ↑ 4.0 4.1 4.2 4.3 4.4 Santander Trade Markets, ‘Mozambican Economic Outline’, 2021, https://santandertrade.com/en/portal/analyse-markets/mozambique/economic-outline
  5. ↑ World Bank, ‘Employment in Industry (% of Total Employment) (Modeled ILO Estimate) - Mozambique’, 2021, https://data.worldbank.org/indicator/SL.IND.EMPL.ZS?locations=MZ
  6. ↑ International Trade Administration (U.S.), ‘Mozambique - Energy’, 2019, https://www.export.gov/apex/article2?id=Mozambique-Energy.
  7. ↑ ‘Mozambique Profile - Timeline’, BBC News, 19 March 2019, sec. Africa, https://www.bbc.com/news/world-africa-13890720
  8. ↑ Theo Neethling, ‘Offshore Gas Finds Offered Major Promise for Mozambique: What Went Wrong’, The Conversation, accessed 18 May 2021, http://theconversation.com/offshore-gas-finds-offered-major-promise-for-mozambique-what-went-wrong-158079
  9. ↑ Francois Beaupuy, Paul Burkhardt, and Borges Nhamire, ‘Total Suspends $20BN LNG Project in Mozambique Indefinitely’, 2021, https://www.aljazeera.com/economy/2021/4/26/total-suspends-20bn-lng-project-in-mozambique-indefinitely
  10. ↑ Jack Unwin, ‘Total Buys Anadarko Share in Mozambique LNG Project’, 2019, https://www.power-technology.com/news/deal-news/total-anadarko-mozambique-lng-project/
  11. ↑ TrendEconomy, ‘Mozambique | Imports and Exports’, 2021, https://trendeconomy.com/data/h2/Mozambique/TOTAL
  12. ↑ Sunshine & Daylight Hours in Maputo, Mozambique Sunlight, Cloud & Day Length’, accessed 23 June 2021, http://www.maputo.climatemps.com/sunlight.php
  13. ↑ Pranab Baruah and Brendan Coleman, ‘Country Brief: Mozambique Off-Grid Solar Power in Mozambique: Opportunities for Universal Energy Access and Barriers to Private Sector Participation’, n.d., 26.
  14. ↑ USAID, ‘Climate Risk Profile - Mozambique’, 2018, https://www.climatelinks.org/sites/default/files/asset/document/2018_USAID-ATLAS-Project_Climate-Risk-Profile-Mozambique.pdf
  15. ↑ Climate Change Profile: Mozambique - Mozambique | ReliefWeb’, accessed 18 May 2021, https://reliefweb.int/report/mozambique/climate-change-profile-mozambique
  16. ↑ Government of Mozambique, ‘Mozambique - National Climate Change Adaptation and Mitigation Strategy’, 2014, https://www.greengrowthknowledge.org/sites/default/files/downloads/policy-database/MOZAMBIQUE%29%20National%20Climate%20Change%20Adaptation%20and%20Mitigation%20Strategy.pdf
  17. ↑ The Guardian, ‘Cyclone Idai ’ Might Be Southern Hemisphere’s Worst Such Disaster’’, 2019, https://www.theguardian.com/world/2019/mar/19/cyclone-idai-worst-weather-disaster-to-hit-southern-hemisphere-mozambique-malawi
  18. ↑ AfDB, ‘Mozambique - National Climate Change Profile’, Text (African Development Bank Group, 2019), https://www.afdb.org/en/documents/mozambique-national-climate-change-profile